sexta-feira, 26 de julho de 2013

"Eu não acredito" e pronto!

Ontem, logo pela manhã, postei em minha página pessoal no Facebook uma notícia sobre o Deputado José Genoíno e a cirurgia por que passou.

Só isso, só a notícia, sem qualquer comentário.

Logo depois, recebo o comentário de uma "amiga":

"nao acontece nd c/gnt ruim... se fosse um trabalhador pai d familia honesto nao teria a msma sorte ou dinheiro ne? Iria pro SUS, esperar em uma cadeira no corredor...."

Como a conheço superficialmente e, portanto, não tenho como saber quais são suas concepções políticas, mas, mesmo assim, por achar que se trate de uma pessoa de boa-fé, fiz o que sempre faço em casos como esse: procuro informar as pessoas e, de alguma forma, ajudá-las a saírem do limbo a que foram atiradas pela liberdade de (des)informação vigente no país e lhe disse:

"fulana (omito seu nome por razões óbvias), me desculpe, mas o Genoino é exatamente isso: um trabalhador, pai de família, honesto. E é uma das pessoas que mais tem lutado para que todos os outros trabalhadores possam receber o mesmo tratamento que ele acabou recebendo. Só pra sua informação, ele foi inicialmente atendido na Santa Casa de Ubatuba e, só depois de estabilizado é que foi transferido pro Sírio-Libanês.
Sabe o que Genoino tem de seu? Apenas a casa em que mora e um carro que nem é do ano.
A verdade, (...), não é exatamente o que a Globo, a Folha, a Veja dizem...
Aliás, estão aí a sonegação bilionária de impostos da Globo e a compra do apartamento de 1 milhão lá em Miami pelo paladino da moral e da justiça, sr. Joaquim Barbosa - assuntos de que eles não falam - pra provar."

Ao que ela retrucou:

"desculpe Marco, mas eu nao acredito na honestidade do Genoino. nao acredito num unico apartamento e nao acredito q ele nao esta envolvido em corrupcao..."

Pois bem, é assim, simplesmente assim. Para uma grande parte das pessoas, basta um "EU NÃO ACREDITO" e pronto! Para elas, isso é o suficiente para orientar suas vidas, suas ações e lhes dá, creem, o direito de opinar, e, também, de atacar, ofender, agredir.

O que é pior, mais triste e lamentável, é que fazem-no porque acreditam que isso é o bastante para fazer delas pessoas politicamente conscientes.

Faltou, é claro, neste episódio específico, mas falta também nos numerosíssimos casos semelhantes, dizer "POR QUE NÃO ACREDITA". Mas, com certeza, para ela e muitos outros isso é dispensável. Para que preocupar-se com isso? Também faltou dizer "NO QUE ACREDITA" e, igualmente, "POR QUE ACREDITA".

A resposta a essas "tolas" questões nós já sabemos: porque leram na VEJA ou na FOLHA, ou ouviram falar o Alexandre Garcia, a Míriam Leitão, o Jabor, o Merval Pereira, o Nêumane Pinto etc.

Alguém poderá dizer: "Mas, Marco, isso é preconceito seu, como é que você pode saber isso?"

Simples: os bens pessoais de Genoíno e seu padrão de vida são conhecidos de qualquer pessoa minimamente informada e reconhecidos no meio político, inclusive entre seus opositores.

Porém, mais significativo do que isso é que, além desse fato, concluí minha resposta a ela, assim (repito):

"A verdade, (...), não é exatamente o que a Globo, a Folha, a Veja dizem...
Aliás, estão aí a sonegação bilionária de impostos da Globo e a compra do apartamento de 1 milhão lá em Miami pelo paladino da moral e da justiça, sr. Joaquim Barbosa - assuntos de que eles não falam - pra provar."

E o que aconteceu? O que disse sobre isso a minha "amiga"? Nada, NENHUMA PALAVRA, atestando o acerto de minha afirmação. Infelizmente, preciso dizer. Ela não disse que ACREDITA. Nem que NÃO ACREDITA. E é lógico que seja assim. Ela NÃO SABE. Porque não dá na Globo. Porque nenhum daqueles "comentaristas" fala sobre isso.

Para completar o quadro, hoje descobri que ela não só "desfez a amizade" comigo, como também "bloqueou" meu acesso à sua página. Pena!

Por isso me preocupam as "manifestações" das últimas semanas. Porque mesmo dentre os bem-intencionados muitos NÃO SABEM e parecem não estar preocupados em saber. Eles simplesmente ACREDITAM ou NÃO ACREDITAM. E não aceitam o debate, nem que outros pensem de forma diferente. Não aceitam a possibilidade de que aquilo em que acreditam não seja "a verdade". Conforme os ditames dos senhores da "imprensa livre" desse pobre país.

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